Polícia investiga morte do prefeito de Granjeiro com suspeita de queima de arquivo

Polícia investiga morte do prefeito de Granjeiro com suspeita de queima de arquivo

Queima de arquivo ou disputa de poder. Estas são as duas principais linhas de investigação que a Polícia Civil do Ceará trabalha para esclarecer o assassinato do prefeito do Município de Granjeiro (a 478Km de Fortaleza), João Gregório Neto, 54 anos (PL), conhecido como “João do Povo”. Por ordem do governador do estado, Camilo Santana (PT), uma força-tarefa da Polícia Judiciária atua na investigação do crime.

O assassinato de “João do Povo” aconteceu na manhã da última terça-feira (24), no momento em que ele fazia sua atividade física diária. Fazia caminhada nas proximidades de casa, quando ao passar pela parede do Açude do Junco, foi atacado por pistoleiros e atingido por tiros de pistola disparados à curta distância. Tiros na cabeça e nas costas ceifaram a vida do gestor. Os assassinos  fugiram numa motocicleta com o apoio de um veículo modelo Renault preto. O carro foi filmado em fuga após o assassinato.

Pistolagem

Por determinação da Cúpula da Polícia Civil, o caso está sendo apurado pela equipe do Núcleo de Homicídios da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte. Até agora, cinco familiares do prefeito prestaram depoimento. Todos negaram saber se João Gregório vinha sofrendo algum tipo de ameaça. “Ele não brigou com ninguém não devia a ninguém e não tinha inimigos”, disse um irmão do prefeito.

Nesta quarta-feira (25), Dia de Natal, a cidade de Várzea Alegre (a 436Km de Fortaleza) parou para acompanhar o sepultamento do prefeito da vizinha Granjeiro. “João do Povo” foi enterrado no cemitério público diante de dezenas de familiares, correligionários e populares. O deputado estadual Fernando Hugo representou o governador Camilo Santana no ato.

Para a Polícia Civil, não restam dúvidas de que “João do Povo” foi morto por pistoleiros, isto é, criminosos que agiram a mando de alguém.  Foi descartada, de ponto, a hipótese de um crime de latrocínio (roubo seguido de morte).

Queima de arquivo  

A possibilidade de o assassinato ter sido motivado por uma “queima de arquivo” é a mais forte entre as linhas de investigação. O prefeito era investigado pela PF por suposto envolvimento em esquema de corrupção no comando da Prefeitura Municipal de Granjeiro. No ano passado, a “Operação Bricolagem”, investigou fraude em licitações para a compra de material escolar (cadernos) destinado aos alunos da rede municipal de ensino.

Durante o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão na casa do prefeito, os agentes apreenderam cerca de R$ 213 mil em espécie, escondidos em caixas de sapatos. Na época, a informação era de que o desvio de verbas públicas chegava a R$ 26 milhões.

CN7