Secretária de Educação obriga servidores municipais a acompanhar o prefeito em pronunciamento na câmara

Secretária de Educação obriga servidores municipais a acompanhar o prefeito em pronunciamento na câmara

Funcionários da secretaria de educação do município de Ibicuitinga, estão sendo obrigados a comparecer em evento, com o objetivo de fazer média para o prefeito Franzé Carneiro.

Inúmeras denúncias chegaram à nossa redação de que a secretária de educação Taiza Cristiele, intimou por meio de grupo do WhatsApp, todos os funcionários a comparecerem na sessão da câmara municipal de Ibicuitinga, que ocorrerá amanhã, 20. Em suas mensagem, a secretária dizia que o prefeito estará fazendo a prestação de contas dos três anos de sua gestão, e completou dizendo: “E TODOS, absolutamente TODOS OS FUNCIONÁRIOS (temporários e concursados) de todos os cargos e setores da secretaria DEVEM está presentes amanhã da Câmara”, conforme observa-se nos prints.

Ao que tudo indica, a secretária apenas esteja cumprindo ordens do Prefeito Franzé, e obrigando os seus comandados a comparecerem para que o prefeito tenha seu “público”, tendo em vista os repentinos insucesso em eventos anteriores. 
A Secretaria ainda continuou  a mensagem dizendo que “infelizmente não posso dispensar ninguém, entendo o lado de cada um de vocês quando vocês precisam, agora preciso que vocês entendam meu lado e me ajudem”. 
Ainda segundo a mensagem veiculada, os funcionários estarão concentrados amanhã na secretaria de educação por volta das 8h40m para irem junto com a comitiva do prefeito.

Este tipo de intimação é um grande absurdo, visto que os funcionários não tem obrigação alguma de seguir o prefeito em eventos. Além de paralisar o funcionalismo público, pois os funcionários não estarão em seus locais de trabalho devido a ordem de comparecer à sessão da câmara, sem contar que a conduta ainda pode ser configurada como abuso de poder, a medida que extrapola os limites da atividade e vai além do interesse público, ocasionando ainda constragimentos dos servidores municipais, o que caracterizaria assédio moral em face dos referidos servidores.