Sem fiscalização matadouros clandestinos operam livremente em Ibicuitinga

Sem fiscalização matadouros clandestinos operam livremente em Ibicuitinga

Lugares marcados pela falta de higiene e pela morte cruel de animais. Os matadouros clandestinos representam uma grande ameaça ao consumidor, já que a carne produzida nesses ambientes chega diariamente na mesa dos ibicuitinguenses.

Mesmo sendo um município de pequeno porte, Ibicuitinga no sertão central do estado vem sofrendo com problemas que hoje são considerados de riscos para a saúde pública da população. O fato denunciado por um morador do distrito de Açude dos Pinheiros a 5 km da sede do município, revela a incapacidade de fiscalização ou controle por parte da vigilância sanitária.

Pelas fotos é possível constatar as instalações precárias do matadouro e das fossas que deveriam acumular os dejetos gerados pela atividade. Segundo o relato de moradores nas proximidades o odor tem sido insuportável e que ainda na manhã desta sexta-feira mais uma vez o mesmo matadouro foi denunciado para a vigilância sanitária e aguarda as possível medidas.

Estudos realizados por órgãos da saúde pública a nível nacional comprovaram que existem, atualmente, mais de 30 doenças transmissíveis via carne contaminada. Entre as principais zoonoses, encontram-se a tuberculose, cisticercose, brucelose, botulismo, aftosa e raiva.

Neste sentido, afirma-se que as péssimas condições de abate, armazenamento e transporte da carne bovina apontam o estado de ameaça a que consumidores estão sujeitos diariamente sem, sequer, ter ideia do risco que correm. Além de afetar diretamente a saúde dos consumidores, os abatedouros clandestinos também causam prejuízos a diversos setores.

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